Dialogando no Turismo
Dialogando no Turismo
     
 
Artigos - v.1 Nº 3 :::
Possibilidades do Turismo: Da concentração de renda à inclusão social

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Tourism Possibilities: From income concentration to social inclusion
Profa. Dra. Claudemira Azevedo Ito
RESUMO
O crescimento acelerado do fenômeno turístico nas ultimas décadas, tem despertado o seu estudo, se multiplicaram as publicações, eventos e debates. As projeções de dados estatísticos dos fluxos turísticos e suas expectativas de receitas, o turismo é valorizado como atividade econômica geradora de riquezas. Entretanto, o turismo não encontra consenso quando da analise de seus impactos sociais e possíveis potencialidades promoção de inclusão social. São diversas vertentes de análise, desde os mais céticos, que afirmam que o turismo baseia-se em modelo de desenvolvimento excludente e gerador de desigualdades sócio-espaciais. Estes classificam as concessões do poder público aos empreendedores turísticos como ações acintosas de favorecimento à concentração de renda. Por outro lado, os defensores do turismo como possibilidade de inclusão social apostam na proposição de políticas públicas substanciadas na mobilização e participação social e que se aproximem de modelo de desenvolvimento social mais justo. Este debate é salutar, acima de tudo, para indicar novas propostas de turismo que possam contribuir com o desenvolvimento das comunidades, um turismo que dê prioridade ao ser humano e não ao capital. Neste contexto, pode-se afirmar que o espaço é entendido como produto e não como reflexo da ação da sociedade. A atividade turística, enquanto forma de apropriação, deve ser planejada para a preservação dos valores culturais das comunidades e do patrimônio natural.
Palavras-Chave:Turismo, inclusão social, desenvolvimento socioeconômico.
 
Turismo e favela: reflexões sobre ética e fotografia

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Tourism in favela: reflections on ethics and photography
Palloma Menezes
RESUMO
Relatos de viajantes das primeiras décadas do século XX revelam que visitar favelas cariocas não é uma prática recente. Contudo, nunca houve um número tão grande de pessoas interessadas em conhecer as favelas como há atualmente: apenas a Rocinha recebe cerca de 2500 turistas por mês levados por uma das oito agências que disputam acirradamente o mercado local. Como o ato de visitar pontos turísticos no mundo contemporâneo está intimamente ligado à prática de fotografar, sustento que nunca houve tamanha produção, reprodução e difusão de imagens da favela como existe nos dias de hoje. Neste artigo enfoco as representações da favela presentes nas fotografias que os turistas levam da Rocinha. Para essa pesquisa, analisei cerca de 700 fotos postadas em 50 fotologs criados por turistas de várias partes do mundo que visitaram a Rocinha nos últimos anos. A análise quantitativa das imagens dos fotologs revelou que depois das casas, os moradores da favela são o aspecto mais fotografado pelos turistas. Neste artigo trato, então, especificamente das fotos que os turistas tiram dos moradores da Rocinha. Isso porque acredito que a prática de fotografar pessoas necessite de uma análise mais cuidadosa, que examine as relações sociais, as questões éticas e as diversas polêmicas aí envolvidas.
Palavras-Chave:Turismo. Favela. Rocinha.
 
TURISMO E OS MORADORES DE RUA NO CENTRO DE SÃO PAULO

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Turismo Y Los Habitantes Callejeros En El Casco Antiguo De “São Paulo”
Patrícia Marcela da Cruz
RESUMO
Este artigo tem como objetivo levantar uma reflexão sobre o comportamento do turista - em passagem pelo Centro Velho de São Paulo - diante do morador de rua, bem como o sentimento deste mesmo morador quando percebido pelo turista. Pretende, ainda, pensar a possibilidade de inclusão social e ações concretas por meio da atividade turística. Diante da quantidade significativa de pessoas em situação de rua no local, onde há presença constante de visitas turísticas, e das constantes queixas de que estes moradores atrapalham o turismo, decidimos ir a campo para verificar mais de perto esta situação. Em primeiro lugar, não podemos esquecer de que os moradores de rua, muito mais do que simples pessoas que ocupam espaços impróprios são seres humanos com uma história e identidades subjetivas. Assim, tanto o turista como os moradores de rua podem ter inúmeras idéias e estereótipos formados um a respeito do outro. A população receptora tem papel fundamental para um turismo bem desenvolvido e acolhedor. Mas, os moradores de rua também estão inseridos nesta população. Embora ocupem espaços “irregulares”, esses vão ao encontro dos turistas, seja observando ou sendo observados.
Palavras-Chave:Moradores de Rua, Turistas, Centro Velho de São Paulo, Turismo e o Outro.
 
INSERÇÃO COMUNITÁRIA NA IMPLEMENTAÇÃO E GESTÃO DAS ATIVIDADES ECOTURÍSTICAS NO COMPLEXO ESTUARINO DE CARAVELAS/NOVA VIÇOSA – BA.

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Carlos Alfredo Ferraz de Oliveira*
RESUMO
Neste trabalho foi desenvolvido um diagnóstico ecoturístico no complexo estuarino do município de Caravelas e Nova Viçosa, identificando e classificando os atrativos naturais e culturais como trilhas, rios, estuários e manifestações culturais junto à população ribeirinha. Foram identificadas, junto à comunidade local, as demandas das estruturas e capacitações necessárias para o desenvolvimento das atividades ecoturísticas e sua inserção. Aplicaram-se questionários com os turistas que visitaram a região, com o objetivo de levantar o seu perfil e tipologia turística, com intuito de reconhecer uma demanda em potencial já existente na região. A partir da obtenção e análise destes dados, foi elaborado um plano piloto de desenvolvimento e aproveitamento ecoturístico da região do Manguezal de Caravelas/Nova Viçosa para a comunidade local.
Palavras-Chave:Circuito Serras de Minas. Microrregião de Viçosa. Turismo no espaço rural.

 

       
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